sexta-feira, 25 de março de 2016

Novo R 290 


Propriedades termodinâmicas do R290

A maioria dos hidrocarbonetos tem características relativamente favoráveis enquanto refrigerantes, entretanto, seu elevado grau de inflamabilidade deve ser levado em consideração. O conhecimento adequado e o respeito às normas de segurança são pré-requisitos para a construção e operação dos sistemas de refrigeração ao lidar com esses refrigerantes pertencentes ao grupo A3 (não tóxicos, porém inflamáveis). 
Com o aumento das discussões ambientais, os sistemas com hidrocarbonetos têm ganhado relevância. Os HC’s não têm nenhum potencial de destruição da camada de ozônio (ODP), possuem insignificante potencial de aquecimento global (GWP) e têm ao mesmo tempo propriedades termodinâmicas muito favoráveis. Além disso, possuem boa compatibilidade com os materiais usuais e óleos lubrificantes, podendo ser aplicados com os compressores herméticos e semi-herméticos. Com todas essas características positivas, os HC’s são uma ótima alternativa aos refrigerantes livres de cloro (HFC’s). Embora os HFC’s não destruam a camada de ozônio, sua contribuição para o aquecimento global é significativa. Em comparação com os HFC’s, a inflamabilidade dos HC’s é, de fato, a principal desvantagem. É necessário uma atenção especial às normas de segurança, começando pelo projeto, construção e operação o que termina por limitar sua aplicação.
Características do R290
As propriedades físicas e químicas do R290 são:
- Substância natural, livre de halogêneos, zero potencial de destruição da camada de ozônio e desprezível potencial de aquecimento global (GWP = 3).
- Baixa toxidade (Limite de Exposição Aceitável - AEL = 1000 ppm).
- Explosivo: limites de ignição entre 1,7 e 10,9 % do volume no ar. As normas de segurança devem ser observadas.
- O R290 não é crítico quando em contato com metais e elastômeros usuais. O Zinco e as ligas com porções de magnésio acima de 2% devem ser evitadas.
- O R290 tem uma solubilidade extraordinariamente elevada com os lubrificantes convencionais e óleos éster. Esta característica é naturalmente desejável para a circulação do óleo no sistema. Entretanto, pode resultar em uma diminuição considerável da viscosidade do óleo no compressor, principalmente com a baixa temperatura do óleo e elevada pressão de sucção. Além disso, há um efeito forte de desgaseificação no cárter e espaços de lubrificação que é, entre outras coisas, devido à enorme mudança de volume com a evaporação do R290. Isto resulta em grande arraste do óleo (espumação), reduzindo seu rendimento e acarretando num desgaste maior das partes móveis.
Medidas necessárias:
- Necessidade de viscosidade básica mais elevada do óleo, por exemplo, VG 68 para aplicações de A/C. O óleo Polialfaolifina (SHC226E) é recomendado para MT (capacidade de refrigeração para média temperatura) e LT (capacidade de refrigeração para baixa temperatura), pois tem menor solubilidade, menor pressão de vapor e viscosidade uniforme sobre a temperatura.
- Carga mínima de refrigerante.
- Resistência do cárter generosamente dimensionada.
- Sob o risco de elevada pressão de sucção, durante o ciclo de parada, é preciso realizar o recolhimento do refrigerante.
- Suficiente superaquecimento na sucção (deverá ficar > 20K), preferivelmente com um trocador de calor (linha sucção / linha líquido).
- Segurança contra “operação úmida” durante a partida e operação (válvula da expansão com controle estável e, se possível, usar acumulador de sucção).
Como os hidrocarbonetos são bons solventes para sedimentar a graxa e o óleo na tubulação, grandes quantidades de contaminantes podem ser removidas , retornando ao compressor e aos controles.
Algumas medidas são necessárias:
- Limpeza máxima – a tubulação e os componentes devem ficar completamente limpos, a soldagem deve ser realizada com um gás de proteção.
- Seguir a norma DIN 8964 ou normas compatíveis, nos procedimentos de limpeza.
- Para grandes sistemas usar filtro na sucção para limpeza, juntamente com tubulação de aço.
Níveis da pressão e os valores de capacidade de refrigeração volumétrica do R290 são similares ao R22
O R290, com alto nível de pureza, não contém nenhum elemento com tendência a formação de ácido e, consequentemente, é menos crítico em relação às reações químicas. Entretanto, o alto índice de umidade deve ser evitado, do contrário existe o perigo de ocorrer cristalização. Com alta pressão e baixa temperatura a hidratação do gás também pode ocorrer na fase líquida. líquido. Evitar, o quanto possível, qualquer mistura de aditivo no refrigerante e a presença de gases inertes.
As medidas necessárias para a prevenção de tais problemas são:
- Usar o propano com qualidade “2.5” ou compatível.
- Instalar filtro secador generosamente dimensionado e com projeto e dimensões de acordo com as instruções dos fabricantes.
- Instalar visor de líquido com indicador de umidade que forneça uma indicação definida do estado de “desidratação” do R290 (< 50 ppm).
- Para testar vazamentos com alta pressão, usar preferencialmente o nitrogênio seco. Se for utilizar ar seco, o compressor deve ser isolado durante este procedimento (as válvulas de serviço deverão permanecer fechadas).
- Usar bomba de vácuo de duplo estágio (é necessário 1,5 mbar de vácuo mínimo) e com grandes conexões de acesso.
- Manter as válvulas de serviço do compressor fechadas até o último processo de evacuação.
Propriedades termodinâmicas do R290
O R290 tem propriedades termodinâmicas favoráveis e requer menor energia de compressão como nas tabelas 1 e 2.

Os níveis da pressão e os valores de capacidade de refrigeração volumétrica são similares ao R22. Entretanto, há uma grande diferença na entalpia, densidade, fluxo de massa e no exponente isoentrópico de compressão (temperaturas de operação), como:
- Elevada entalpia de evaporação (-10/40°C, aproximadamente 1,7 vezes maior do que R22).
- Baixo fluxo de massa do refrigerante (aproximadamente 55 a 60% em comparação ao R22).
- Menor densidade do líquido e vapor (baseados nas taxas de fluxo) causam baixas perdas de carga na tubulação e trocadores de calor.
- Bons valores de transferência térmica, entre outras coisas, devido à ebulição intensiva e boa solubilidade com o óleo (fina película de óleo).
- Baixíssima temperatura do gás de descarga e do óleo (exponente isentrópico de compressão do R290 = 1,14 / R22 = 1,18), o que acaba causando o risco de uma elevada diluição do óleo no refrigerante, com baixo superaquecimento do gás de sucção e/ou operação com baixas taxas de compressão.
- Elevada entalpia de superaquecimento em relação à mudança de volume (com o aumento do superaquecimento a capacidade volumétrica de refrigeração também aumenta).
O uso de compressores semi-herméticos com R290 nos sistemas fechados está sujeito às normas de proteção contra explosão para zona de perigo 2
Recomendação de projeto e segurança
- Dimensões da linha de líquido idênticas às do R22 (maior fluxo de volume do líquido, porém com menor perda de carga, como na Tabela 3).
- Potencial para uma mínima carga de refrigerante (aproximadamente 40 a 60% da carga do R22), com possibilidade de redução dos diâmetros das linhas de sucção e descarga, bem como reduzidas seções transversais dos trocadores de calor.
- Necessidade de ajuste dos trocadores de calor, distribuição de líquido, comprimento de tubulação e dispositivo de expansão.
- Recomenda-se o uso de trocadores de calor entre a linha de líquido e sucção (aumento da capacidade, COP, redução da solubilidade do refrigerante no óleo através de temperaturas de operação mais elevadas).
Tecnologia dos compressores
O uso de compressores semi-herméticos com R290 nos sistemas fechados está sujeito às normas de proteção contra explosão para zona de perigo 2.
(Comentário: Para compressores abertos, as normas para zona 1 são normalmente empregadas. Isto requer equipamento de proteção individual e componentes elétricos à prova de explosão.)
Projeto técnico
Os compressores semi-herméticos podem ser fornecidos de acordo com requerimentos necessários. Comparados com os modelos standards, são necessários cuidados específicos, envolvendo o projeto elétrico e dispositivos de proteção e carga de óleo para compressores com motor versão “1”. Ao contrário dos compressores para refrigerantes não inflamáveis, a letra P é acrescentada na nomenclatura desses compressores.
Lubricantes
Em virtude da alta solubilidade do R290 nos lubrificantes tradicionais, os compressores com R290 são carregados com óleo Polialfaolifina (PAO) com menor solubilidade, menor pressão de vapor e viscosidade uniforme sobre a temperatura. Os óleos PAO (SHC226E) são standard para a versão “P“ dos compressores com HC’s. O uso de óleos equivalentes é possível, mas é necessário consultar o fabricante do compressor.
Com relação ao comportamento da solubilidade, requerimentos particulares são necessários para o projeto, operação e controle do compressor e do sistema. Recomenda-se um superaquecimento do gás de sucção mínimo de 20K com o óleo SHC226E.
Comportamento do rendimento
A capacidade frigorífica e o COP são bem similares com os dados do R22. Entretanto, o superaquecimento da sucção com o R290 tem essencialmente uma maior influência (Tabela 4a e 4b).
Em outras palavras: o R290 se beneficia com a capacidade e eficiência através do superaquecimento útil; o uso de um trocador de calor entre a linha de sucção e líquido é uma vantagem. Os limites de aplicação são exibidos na Tabela 5.
Requerimentos técnicos de segurança e recomendação geral
As informações seguintes são baseadas nas normas alemãs. As normas específicas de cada país também devem ser respeitadas.
Para o projeto, operação e manutenção dos sistemas frigoríficos com refrigerantes inflamáveis (Grupo A3), normas especiais de segurança são aplicadas. Essas normas regulam, entre outras coisas, os dispositivos especiais de proteção contra pressão excessiva e características especiais no projeto e arranjo do equipamento elétrico.  Entretanto, cuidados são necessários em caso de vazamento do refrigerante, devendo-se prever sistema de exaustão de modo que nenhuma mistura explosiva possa ocorrer.  As regulamentações de projeto estão determinadas nas normas EN378 / VBG20 / DIN 7003 / DIN VDE 0165 / VDE 0100.
Nas normas atuais, um acordo separado deve estar em conformidade entre o instalador e o operador do sistema. De acordo com o projeto e a carga de refrigerante, poderá ser necessária uma autorização individual dos órgãos competentes. Além disso, o projetista do sistema deve ser certificado para lidar com os refrigerantes inflamáveis; também é necessário treinamento qualificado para os operadores.
Compressor e acessórios
A descrição seguinte cobre somente as características essenciais do equipamento que se aplicam às normas de segurança; além disso, as normas acima mencionadas são válidas.
- Caixa elétrica, alívio de partida, de capacidade, resistência do cárter e ventilador adicional são componentes fabricados de acordo com a classe de proteção IP 54 ou maior e atendem às normas requeridas da “Zona 2”.
- O dispositivo de proteção INT 69VS é fornecido separadamente e deve ser instalado no quadro de comando elétrico fechado.
Atenção: O dispositivo de proteção deve ser conectado de acordo com o diagrama elétrico; os cabos do comando elétrico do PTC entre os terminais 1/2 (INT69VS) e o 3/4 (flange elétrica do compressor), ou cabo torcido, devem ser protegidos (shieldado) pois apresentam perigo de indutância; a incorporação de um dispositivo de proteção do gás de descarga (se usado) deve ser conectado em série com os terminais 3/4.
- Os únicos pressostatos de óleo que podem ser usados devem atender pelo menos a à classe de proteção IP 54. Em caso de proteção insuficiente, um pressostato de segurança pode ser instalado no circuito de segurança (de acordo com a norma EN 50020). Neste caso o mesmo deverá deve ser instalado no painel de comando elétrico.
Pressão diferencial............................................... 0.7 bar
Retardo de tempo .....................................................  90 segundos
(Comentário: O Sistema de monitoramento de óleo eletrônico (OMS) não está atualmente disponível para aplicações com R290)
- De acordo com a norma VBG20 e DIN 7003 uma válvula de segurança deverá ser instalada individualmente em cada compressor quando a carga de refrigerante exceder 2,5 kg (em conjunto com os pressostatos de segurança). Os compressores projetados para o uso com R290 são equipados de série com uma válvula de segurança. Paralelamente, uma válvula de segurança poderá ser instalada externamente.
- O compressor deve ter um logotipo claramente marcado mostrando “Atenção ao Perigo de Fogo” (B.3.2. /ISO 3864). Esta marcação também deve permanecer no compressor se houver a necessidade do mesmo retornar ao fabricante. Os compressores originalmente fornecidos para o uso com R290 já são etiquetados (recebem a letra P).
Devido às grandes cargas de refrigerantes exigidas no frio alimentar dos supermercados, a aplicação do propano limita-se ao circuito primário no sistema de resfriamento indireto
Instalação e manutenção
A instalação e a manutenção dos sistemas com R290 devem somente ser realizadas pelos técnicos autorizados, que são certificados para lidar com os refrigerantes inflamáveis.
A seguinte lista resume as diretrizes essenciais:
- Durante o trabalho interno (sala máquinas / container) o sistema de ventilação do recinto deve ser acionado.
- A tubulação e as conexões devem preferivelmente ser soldadas.
- Evitar o quanto possível o uso de tubos capilares.
- As mangueiras não-metálicas são inadmissíveis.
- A tubulação deve ser inspecionada no que diz respeito às vibrações anormais (perigo de ruptura). Se necessário, medidas adicionais de proteção devem ser tomadas.
- A soldagem deve ser realizada juntamente com um gás de proteção (nitrogênio seco). O uso de R290 como um gás de proteção é problemático na prática e, portanto, não é recomendado.
- As válvulas de expansão devem ser especificamente projetadas para R290. O uso das válvulas para R22 é possível, mas com maiores temperaturas de evaporação, pois pode ocorrer superaquecimento insuficiente. Um ajuste do superaquecimento deve então ser necessário.
(Atenção: A temperatura mínima do gás de descarga deverá ficar pelo menos 20 K (tentar obter 30 K) sobre a temperatura de condensação)
- Para o teste de vazamento e os testes de alta pressão, o uso de nitrogênio seco é preferível. Se o ar seco for usado para o teste, o compressor deverá ser isolado durante este procedimento (manter as válvulas de serviço fechadas).
- Devido à baixa densidade do R290 líquido, sua carga máxima de refrigerante fica menor do que a do R22 e R502.  Carga máxima (95% a 50°C) por 1 dm3 volume:
R22 / R502 → 1,03 kg
R290 → 0,43 kg
- O sistema e o compressor devem ter etiquetas com os avisos necessários.
- Uma inspeção regular dos dispositivos de segurança (mínimo uma vez por ano) é essencial.
- Durante os serviços de reparos, o R290 pode ser removido e usado outra vez, contanto que nenhum gás inerte ou outros contaminantes estejam presentes no sistema. Antes da recarrega, o sistema deve ser purgado com nitrogênio, devendo ser instalado um novo filtro secador, além do procedimento de evacuação.
- A purga do R290 através do sistema somente poderá ser realizada sob as precauções necessárias de segurança.
- Os filtros secadores usados contêm quantidades residuais de R290 (inflamável), sendo necessário fazer a remoção com nitrogênio e descartá-los de maneira apropriada.
- Troca de óleo: na pressão atmosférica e temperatura ambiente haverá ainda quantidades residuais de R290 diluídas no óleo (mistura combustível no óleo). A troca deve ser somente realizada com o óleo aquecido e redução da pressão pela evacuação, seguida pela purga com nitrogênio.
- Para o transporte de gases inflamáveis, as normas especiais são aplicadas.
Exemplo de aplicação do propano nas instalações de frio alimentar dos supermercados
Devido às grandes cargas de refrigerantes exigidas no frio alimentar dos supermercados, a aplicação do propano limita-se ao uso de sistema de resfriamento indireto. Esse tipo de sistema tem várias aplicações e uma grande finalidade que é a de reduzir a carga de fluido refrigerante do circuito primário, deixando-o numa unidade compacta, onde o principal equipamento do sistema indireto passa a ser o chiller. Assim, o fluido refrigerante primário (propano) fica confinado a uma área especifica que pode ser uma sala de máquinas (container), ou central de água gelada, ou seja, uma central de resfriamento única. Com isso, o circuito secundário, que irá fazer o resfriamento dos processos, ou dos ambientes, passa a operar com um fluido secundário e a instalação fica mais simples, pois só é necessária uma bomba e tubulações.
Na Figura 1 o R290 (propano) é somente utilizado nos estágios de alta pressão (circuito primário). Enquanto que, nos evaporadores de resfriados MT (média temperatura) circula o glicol a -4°C e nos evaporadores de baixa temperatura circula o tifoxity a -22°C. As fotos 2, 3, 4 e 5 exemplificam a instalação com propano no Supermercado Zafari.
Gomes

Ícone Download

É preciso entender o que indicam essas nomenclaturas.


APLICAÇÕES LBP, MBP E HBP VOCÊ CONHECE....


Os compressores podem ser classificados em quatro tipos, quanto à sua aplicação: LBP, MBP, HBP e AC.
A nomenclatura LBP vem de Low Back Pressure (ou baixa pressão de retorno), associada a baixas temperaturas de evaporação (sistemas de baixa). Os compressores LBP são normalmente utilizados para aplicação em freezers, refrigeradores e conservadores.
O segundo tipo é o MBP, sigla de Medium Back Pressure (média pressão de retorno), cujos modelos são aplicados para média temperatura de evaporação (sistemas de média), como expositores de bebidas e auto serviços.
Já os modelos HBP, ou High Back Pressure (alta pressão de retorno), devem ser aplicados para alta temperatura de evaporação (sistemas de alta), como em refresqueiras, desumidificadores e secadores de ar.
O quarto tipo são os compressores AC, para utilização em equipamentos de condicionamento de ar, que não serão detalhados nesta matéria.
É importante destacar que essa nomenclatura depende de cada fabricante de compressores, podendo sofrer alterações. É muito comum utilizar modelos de compressores que sejam uma junção de duas classes, como L/MBP.
Relação com o fluido refrigerante e a pressão de trabalho
Normalmente, em campo associamos a temperatura do evaporador do sistema de refrigeração com a pressão na linha de baixa indicada no dispositivo de medição (manifold ou manômetro).
É importante estar atento para o fato de que cada fluido refrigerante possui pressões específicas de trabalho. Por isso, deve-se ter cuidado para não cometer um equívoco na hora de fazer a carga de gás, por não estar habituado a trabalhar com aquele fluido refrigerante. Mesmo instalando um compressor para a aplicação correta, o erro na carga de gás provocará problemas.
A figura mostra como se dá a diferença entre temperatura de evaporação, pressão de retorno e fluido refrigerante. Observando-a, é possível fazer comparações para os principais fluidos refrigerantes que estão em uso ou que já foram utilizados.
Supondo-se um sistema de refrigeração cuja pressão de retorno fosse de 45 psig, teríamos as seguintes situações para os fluidos apresentados na figura:
  • R404A – a temperatura de evaporação seria de -30°C e, consequentemente, a aplicação seria LBP, como um freezer;
  • R22 – a temperatura de evaporação seria de -24°C e, portanto, a aplicação seria LBP, como um conservador;
  • R12 – a temperatura de evaporação seria de -11°C e, em consequência, estaria no final da faixa de LBP, como uma cervejeira;
  • R134a – a temperatura de evaporação seria de -8°C e, assim, estaria na faixa de L/MBP, como um expositor de bebidas ou auto serviço;
  • R600a – a temperatura de evaporação seria de +8°C, o que significa que estaria na faixa de HBP, como um bebedouro.
Dessa forma, é preciso ser cuidadoso não só na escolha do compressor, mas também na hora de instalar e fazer a carga de gás no sistema.
O que considerar na escolha do compressor
Quando a troca do compressor é necessária, deve-se sempre verificar o tipo de aplicação em que será usado para a escolha do modelo adequado.
Por isso, o primeiro passo numa substituição é saber qual era o compressor original ou qual é a aplicação do produto. Isso porque as condições de funcionamento do compressor podem variar bastante, conforme o projeto do equipamento em que ele é utilizado. Não adianta pensar que para todos os bebedouros vale o mesmo tipo: existem modelos que exigem compressores HBP e outros projetados para a utilização de L/MBP.
Há muitas diferenças entre os sistemas: os congeladores trabalham com temperaturas de evaporação baixas, entre -35ºC e -25ºC, enquanto desumidificadores se mantêm acima de 0ºC. Deve ser lembrado que, quanto mais alta a temperatura de evaporação, maior deverá ser o trabalho realizado pelo motor do compressor. Dessa maneira, o motor de um compressor para alta (HBP) terá torque superior ao motor similar projetado para baixa (LBP).
O que acontece com a aplicação em um sistema inapropriado
A utilização de um compressor inadequado para a aplicação desejada pode não ser percebida de imediato, pois ele pode funcionar no curto prazo. Mas é inevitável que ocorram problemas. Ao tentar utilizar um compressor LBP ou L/MBP em um sistema que exige um modelo HBP, são frequentes os seguintes problemas:
  • O tombamento do compressor. Ou seja, ele partirá e poderá funcionar por alguns segundos e depois o protetor térmico atuará;
  • O motor não terá força para partir e o protetor térmico atuará;
  • Redução da vida do compressor, devido ao desgaste excessivo de eixo e placa válvula, entre outros componentes mecânicos.
Em resumo, o compressor pode até funcionar, dependendo do sistema, mas seguramente terá a sua vida útil diminuída. Se o caso for o contrário, ou seja, usar um modelo HBP para uma aplicação que demanda um modelo LBP, as consequências serão igualmente ruins:
  • O superaquecimento da carcaça, com a consequente atuação do protetor térmico, e, no médio prazo, o comprometimento da bobina. Isso porque o fluido refrigerante tem função secundária de resfriar o motor do compressor. Se a quantidade de fluido que circula no sistema é baixa, não resfriará o motor;
  • O aquecimento do óleo e a perda da capacidade de lubrificação, levando ao aumento do desgaste do compressor.
A recomendação, portanto, é: conhecer bem a aplicação no momento da escolha do compressor para reposição.
Manuseio Correto das latas Suva
™ 134a e Suva™ MP39

Para conferir praticidade na aquisição e utilização de seus fluidos refrigerantes, a Chemours do Brasil disponibiliza o Suva™ 134a e Suva™ MP39 em embalagens de 750 gramas. Essas embalagens atendem principalmente às necessidades de profissionais que atuam com refrigeração doméstica ou mesmo comercial, nos casos em que a manutenção é realizada em equipamentos que solicitam pequenas cargas de fluidos refrigerantes.
Por se tratar de uma embalagem diferenciada é importante ressaltar que alguns cuidados simples devem ser observados desde o transporte até o descarte da mesma.

Transporte, Armazenagem e Manuseio das latas
O principal cuidado que deve ser tomado durante o transporte, armazenagem e manuseio das latas refere-se à temperatura a qual estas são submetidas. Estas embalagens são projetadas para suportar as pressões relativas às temperaturas de até 52ºC. Em função disto, além de ficar longe de fontes de ignição, a embalagem não deve ficar exposta ao sol.
Informações como estas receberam destaque tanto nos rótulos das latas, como nos invólucros plásticos nos quais as latas são comercializadas (imagens abaixo). 
Uma atenção especial deve ser dada à orientação de que não se devem armazenar as embalagens dentro de automóveis ou ambientes fechados, isto porque esses locais podem atingir temperaturas bem mais elevadas do que a temperatura ambiente externa. Um exemplo clássico é um carro que fica exposto ao sol; mesmo que a temperatura externa seja de aproximadamente 35ºC, por causa da radiação a temperatura interna pode chegar a 70ºC! Por imprudência de alguns consumidores, os principais incidentes envolvendo latas de fluidos refrigerantes estão relacionados à inobservância desta regra de armazenamento. 
Ao manusear a embalagem, não aplique qualquer tipo de aquecimento ao produto. Para evitar acidentes como o rompimento da lata, não se deve pressionar a mesma com garras ou equipamentos que eventualmente possam deformá-la..
Descarte das embalagens
Não reutilizar ou reenvasar a lata. A mesma deve ser destinada à reciclagem. Antes de realizar o descarte da embalagem é imprescindível certificar-se de que não haja vestígios de fluido refrigerante na mesma. Isto pode ser feito através da verificação da pressão interna da embalagem, que deve ser igual a 0 psig.
Em seguida, a lata deve ser destinada a uma empresa ou instituição capaz de promover a reciclagem de alumínio, material do qual a lata é constituída.
Conheça as características dos fluidos contidos nas latas
Tanto o Suva™ MP39, como o Suva™ 134a são fluidos refrigerantes que apresentam baixa toxicidade (similar ao R-12) e não são inflamáveis. As principais características desses produtos são apresentadas a seguir.
  • Chemours Suva™ MP39
O Suva™ MP39 é um HCFC desenvolvido para substituir o R-12 em sistemas de refrigeração existentes de baixa e média temperatura de evaporação. Por conter cloro em sua composição, sua eliminação está prevista tanto no Protocolo de Montreal, como na Resolução Conama 207.
Pode ser uma opção para Retrofit e suas aplicações abrangem refrigeração doméstica e comercial, balcões frigoríficos, bebedouros, “Vending Machines”, entre outras.
Proporciona um Retrofit fácil, rápido e com excelente custo-benefício e trabalha dentro de toda a faixa de operação do R-12, apresentando melhor capacidade quando a temperatura do evaporador estiver acima de – 26ºC. 
  • Chemours Suva™ 134a
O Suva™ 134a é um HFC, que não degrada a camada de ozônio, desenvolvido para substituir o R-12 em sistemas de refrigeração com temperaturas de evaporação acima de – 7º C.                       
Sua utilização é indicada preferencialmente para equipamentos novos; porém, pode ser uma opção para Retrofit. Sua aplicação pode ser feita em equipamentos de refrigeração doméstica, comercial e industrial; condicionador de ar automotivo e Chillers.
Entre seus benefícios, destaca-se a redução da temperatura de descarga do compressor, quando comparada à do R-12.
codigos de erros split 2







Códigos de erros splits





 Gomes